sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Oh! Barco que não 'tás no cais!

Nesta nova etapa que se avisinha,
Neste novo ciclo que terá começo,
Avisto algo que é intenso,
Que faz de mim perdida...

Uma perda inestimável,
E até bastante afável...
Que é minha por direito,
Será sempre minha, por conta e risco...

Não tenho medo de me afastar,
Sei que estará sempre lá...
Uns dias bons, outros maus,
Mas irei sempre lutar!

Não sei se sabe ao certo,
O quanto de valor possui,
É um pouco ou tanto certo,
Que ainda hoje mágua possui...


Mas tem a força, covalente...
E não tem ela nem poço ou fim!
Tem direito ao que dela é!
E a tudo mais o que criou...


Não foge a sete pés...
Mas tem medo do nevoeiro,
Não pensa somente nela,
Tem presente o amor verdadeiro!


Oh! barco que não 'tás no cais!
Vem depressa acolher os passageiros,
Que nesse teu aconchego tem lugar,
Nesso teu peito de marinheiro!
 Amo-te!